01 julho 2009

Let The Right One Come In



-Oscar, an overlooked and bullied boy, finds love and revenge through Eli, a beautiful but peculiar girl who turns out to be a vampire.
Realizado por Tomas Alfredson
IMDb: 8.2/10

Um filme de ficar abismado. Cada vez me apaixono mais pelo cinema independente. É para mim o primeiro grande filme do ano. Extremamente simples, a sua arma é um realismo poético sem grandes efeitos. Adaptado do livro homónimo de John Ajvide Lindqvise realizado por Tomas Alfredson, chega a um nível de qualidade extraordinária, auxiliado pelos próprios cenários de uma Suiça fria e obscura que tanto contribuem para uma dinamização do ambiente do filme.
Oskar é um menino e 12 anos, solitário e frustrado. É talvez devido a sua condição de frequente vítima de bulling na escola que sente uma crescente sede de violência e carrega sempre consigo uma faca. Um dia conhece Eli, de aparência estranha e bizarra, mãos geladas e cheiro esquisito. O pré-adolescente desenvolve uma certa admiração por Eli, mas esta informa-o que será impossível serem amigos. No entanto, o encontro entre os dois torna-se inevitável. A amizade rapidamente se revela algo mais profundo.

O melhor do filme é que facilmente é acolhido, não só pelos fãs do cinema fantástico ou da temática vampírica (digamos assim), mas também pelos mais cépticos em relação ao tema. Pode parecer um pouco fantástica, contudo todo o filme é tratado de forma subtil e genial através da doçura e inocência de um amor juvenil, mostrando que o mundo é um lugar duro e nada pacífico. Os traços de horror são apropriados, sem carnificina e liquido vermelho em demasia. Consegue juntar cenários assustadores e doces, como um dos mais marcantes do filme, no qual Eli entra em casa de Oskar sem permissão.

O tema é delicadamente tratado, consegue suportar uma narrativa franca e sólida, sem entrar em clichés bastante presentes nos filmes de vampiros. É absolutamente brutal e distinto dos demais filmes do género nos quais brotam cenas totalmente fúteis e de romantismo exacerbado. Let The Right One In consegue superar todos os estereótipos e, com dois actores amadores e um realizador até ao momento desconhecido, marcar posição no cinema indie e alcançar a posição de um dos melhores do ano até agora.

9/10

Le scaphandre et le papillon

- Let your imagination set you free.
Realizado por Julian Schnabel
IMDb: 8.1/10

Le Scaphandre et le Papillon é baseado na vida de Jean Dominique, que em 1995 após um AVC, ficou vítima de uma rara doença chamada “locked-in síndrome”. O seu realizador, Julian Schnabel foi aclamado pelo seu trabalho e chegou até a ser nomeado para o Oscar. É literalmente perceptível, Jean Dominique vê-se completamente limitado, vê e raciocina, apenas não consegue comunicar, mover ou exprimir.

A história começa a ser contada a partir do momento que Jean-Do acorda do coma. É a partir daqui que Julian Schnabel prova a sua sabedoria ao nos mostrar, através de uma só perspectiva, o mundo que rodeia Baulby. Há que aclamar também Ronald Harwood, mais reconhecido pela adpatação de “The Pianist”, que se revela mais uma vez competente.
Qualquer espectador consegue sentir a frustração vivida por uma mente lúcida incapaz de exteriorizar qualquer pensamento. O antes extrovertido editor da revista Elle, que levava uma vida rica e completa, perde agora todo o seu entusiasmo, quando ao acordar do coma se apercebe que se encontra completamente paralisado. É então que uma terapeuta desenvolve um método de comunicação, através do movimento do seu olho esquerdo. Devido à sua insistência, Jean-Do começa assim a narrar, letra por letra, os seus desabafos e a sua obra, uma adaptação do Conde de Monte Cristo. Não só nos leva para um mundo resplandecente e frutuoso, mas envolve-nos em viagens que só através da sua mente consegue realizar. Com a optimização do seu sistema de comunicação, começa a escrever “Le Schaphandre et le Papillon”, livro que deu título ao filme. De forma completamente pura e nostálgica, o realizador tem a habilidade de nos tocar com história tão profunda e sentida, acompanhada pela mais bela harmonia de imagem e cor. Diga-se que um dos mais belos momentos do filme passa-se quando Jean-Do explica o significado do referido título, e é neste momento que sentimos a magia do filme.

Seria de esperar uma narrativa um pouco lenta, mas Schnabel soube aproveitar sabiamente a condição de Baulby e consegue manter o espectador atento e a apreciar cada momento de imagem e som.
Vemo-nos, a meio do filme, a divagar, a pensar nos que faríamos se nos acontecesse o mesmo. Digamos que uma coisa é permanecer em estado vegetativo, sem noção do mundo exterior e ausência de raciocínio. Mas é totalmente diferente quando nos vemos aprisionados num corpo imóvel, sem qualquer capacidade motora. O que nos falta dizer? O que nos falta fazer? Que coisas não deixaríamos para trás? O que fariam, se de um momento para o outro tivessem de placidamente ver a vida a passar em frente aos vossos olhos? É sem dúvida um testemunho de força, prova que somos capazes de superar os nossos próprios limites.

10/10

Hable con Ella

Realizado por Pedro Almodóvar
IMDb: 8.0

A obra-prima de Almodóvar? Muito provavelmente. Tem todos os atributos para tal. Terei que admitir deste realizador vi apenas La Mala Educación e Hable con Ella, mas tal é suficiente para sugerir a tamanha genialidade deste realizador, sempre com um toque de humor e twists constantes. O filme começa com o encontro de dois homens no teatro, Benigno e Marco. A namorada de Marco, toureira, tem um dia um acidente e fica em coma. Acontece que Benigno está também a cuidar de Alicia, que se encontra em coma, e é então que se descobrem deparam os dois em situações semelhantes no hospital. Nasce uma amizade estranha, no entanto, funcional entre os quatro e é então que o destino que entrepõe. Benigno começa a ter fantasias com Alicia, na esperança de a acordar.

O filme inicia-se com uma simples questão. Numa situação destas, a maior parte das pessoas têm reacções extremas. Ou permanecem lá religiosamente, ou têm tendência para se afastar e mesmo abandonar. Benigno resolve o problema de Marco, que apesar de lá continuar, vê-se incapaz de lhe tocar, dando-lhe um conselho: fala com ela.
O ponto central neste filme é decididamente a mulher e é bela a forma genuína e humana como Almodovar expõe o amor profundo que dois homens têm a duas singulares mulheres. Entre momentos de sensualidade e sedução, reina o drama, o desespero por duas relações impossíveis e a desistência num amor sempre ausente/presente.

Outro dos pontos interessantes neste filme é a dicotomia amabilidade/perversidade. A amabilidade, a sensibilidade que Benigno demonstra por Alicia é sem dúvida algo ternurento, romântico e sincero. Mas com o desenvolver do filme, no qual Benigno começa a ter fantasias um pouco perversas e comportamentos obsessivos, começamos a questionar-nos qual a vantagem de sentimentos tão autênticos.
O final do filme é surpreendente e a obra de Almodovar revela-se comovente. Com momentos especialmente tocantes, um dos quais acompanhados pela belíssima musica de Caetano Veloso, “Cucurrucucu Paloma”. Um filme que nos deixa a pensar.

9/10

11 junho 2009

Veronika Decide Morrer - Adaptação

"When you find out you will die, thats when you decide to live."

Há já algum tempo atrás, fiquei a par da notícia que Veronika Decide Morrer de Paulo Coelho iria ser adaptado para o grande ecrã.
Ora, o livro é magnifico. Não é nenhuma obra prima mas decididamente abre-nos a mente e ajuda-nos no melhor entendimento deste mundo alternativo que é o das pessoas com doenças mentais, os seus refúgios e o quanto nos podemos identificar com elas. Afinal, há um pouco de loucura dentro de cada um.

Recomendo vivamente a sua leitura. Faz-nos pensar no sentido da vida e, pelo menos a mim fez-me interrogar profundamente quanto de mal nos terá de acontecer antes de encontrarmos o/a "the one". A exploração que Paulo Coelho faz à natureza da loucura é subtil, original e filosofica como sempre nos habituou. Tem momentos excepcionalmente belos e marcantes e só espero que esses mesmos momentos sejam passados para o ecrã por Emily Young. Mas duvido. A partir do trailer abaixo exposto não me parece que tenha captado suficientemente o espírito do livro, mas digamos que não há nada como o ver. O filme estreia em Novembro deste ano nos Estados Unidos e ainda tem data imprevista de estreia em Portugal.



Até pode haver quem ache fenomenal, mas admito que não me seduziu. Sarah Michelle Gellar? A interpretar a instável Veronika? Uma desilusãozinha. (Também, entre Kate Bosworth e Sarah Michelle Gellar venha o diabo e escolha.)
De qualquer forma, surpresa foi quando vim aqui e deparei-me com a seguinte situação: este filme já foi visto por 50 pessoas e tem uma cotação de 9.4. Um pouco estranho, não ? Ora, visto que não há informação que tenha passado nalgum tipo de festival acho extremamente insólito.

Já agora, espero abrir o apetite para a leitura do livro.

"- O que é isto?
- Uma gravata.
- Muito bem. A sua resposta é lógica, coerente com absolutamente normal: uma gravata! Um louco, porém, diria que eu tenho ao pescoço um pano colorido, ridículo, inútil, amarrado de uma maneira complicada, que acaba por dificultar os movimentos da cabeça e por exigir um esforço maior para que o ar possa entrar nos pulmões. Se eu me distrair quando estiver perto de um ventilador, posso morrer estrangulado por este pano.
Se um louco me perguntar para que serve uma gravata, eu terei que responder: absolutamente para nada. Nem mesmo para enfeitar, porque hoje em dia ela tornou-se o símbolo de escravidão, poder, distanciamento. A única utilidade da gravata consiste em chegar a casa e tirá-la, dando a sensação de que estamos livres de alguma coisa que nem sabemos o que é.
Mas a sensação de alívio justifica a existência da gravata? Não. Mesmo assim, se eu perguntar a um louco e a uma pessoa normal e a uma pessoa o que é isso, será considerado são aquele que responder: uma gravata. Não importa quem está certo - importa quem tem razão.
- Donde o senhor concluir que eu não sou louca, pois dei o nome certo ao pano colorido."

Somersault

- Love can turn you upside down.
Realizado por Cate Shortland
IMDb: 6.8

Somersault não é um filme conhecido, nem realizado por alguém genial ou nem sequer escrito por nenhum Kaufman ou Woody Allen. Mas isso nunca impediu ninguém de produzir bons filmes. Sempre gostei de cinema independente mas Somersault foi uma pequenina surpresa e desilusão, bem ao mesmo tempo devo dizer. Passo a explicar no seguinte parágrafo.

Retrata a história de Heidi, uma rapariga de 16 anos, que após um confronto com a sua mãe, se muda para uma rural cidade australiana , Jindabyne, onde inicia a sua torbulenta tentativa de vida independente. Heide vive para os encontros sexuais e usa todas as suas características femininas para obter o que quer. Camufla-se nas suas relações vagas de forma a esconder o seu verdadeiro medo, que é o de ficar sozinha.
Ora, seria de esperar que mostrasse um certo espirito livre, inocência e vulnerabilidade, e digamos que inicialmente até se apresenta como um bom produto, estóico e inocente, mas ao longo do seu desenvolvimento, revela-se um pouco desmedido e demasiadamente centrado na personagem principal. Tem bons momentos é verdade, em que Abbie Cornish está excepcionalmente credível e bela e a realizadora se mantém ao nível de capturar a sua autenticidade, contudo acaba por se render ao vulgar produto cinematográfico.

De qualquer forma, tenho de admitir que o filme não é, de todo, mau, principalmente uma vez que explora, de forma não muito inteligente, a jornada que é feita em torno da vida de Heidi, o processo de crescimento e a busca do amor em várias formas. Vemos o desamparo de uma rapariga de 16 anos e a fragilidade que esta transparece, quando julga ter a maturidade suficiente para viver sozinha. Por fim, acabamos por concordar, Love can really turn your life upside down inside out.

7/10

07 junho 2009

Religulous

- Do you smell something burning?
Realizado por Larry Charles
IMDb: 7.8

Discutir religião com crentes é definitivamente um dos maiores prazeres dos cépticos, agnósticos e ateus. A forma como estes reagem a certos factos indiscutíveis e inegáveis é esplendorosa. Como se tudo que acreditassem fosse totalmente e completamente destronado por uma simples frase que proferimos.

A religião neste filme, não assume um papel oposto à ciência, centrando-se antes no carácter dogmático e contraditório de todas as religiões. Bill Maher, um comediante interessado neste tópico, viaja por vários centros culturais e religiosos e entrevista vários padres e influentes de cada doutrina. Vemos avaliado não só o estado da igreja católica no século XXI, mas também todo o painel de religiões contemporâneas, tal como a mais recente religião - a cientologia.

O que Bill Maher tenta no fundo, não é tornar todas as pessoas descrentes ou convertê-las ao ateísmo, mas antes fazê-las perceber e mostrar ao espectador que muitas religiões assentam em falácias, princípios pouco fiáveis e contradições que só não vê quem não quer ver. Ou seja, nada aponta para que nenhuma religião seja universal ou totalmente correcta, apelando à Dúvida. Sim, a dúvida é para Bill Maher o ponto de vista mais humilde e correcto. E dou-lhe razão.

Todo o documentário é preenchido por momentos cómicos o que considero um trunfo para captar a atenção dos mais distraídos. Consegue, no entanto, apresentar um ponto de vista verosímil e fundamentalmente lógico. Um documentário competente.

9/10

Angels and Demons

- The holiest event of our time. Perfect for their return.
Realizado por Ron Howard.
IMDb: 6.9

Após o Código da Vinci, que não foi propriamente bem recebido pelos fãs de Dan Brown (e não só), Ron Howard volta com Anjos e Demónios. Continua a história com Robert Langdon (Tom Hanks) como personagem principal, desta vez investigando o misterioso assassinato de um papa, com o seguinte agravo: os preferitti (padres passíveis de serem eleitos novos papas) foram raptados.
Não comento a qualidade literária de Brown, uma vez que não é decerto dos melhores escritores dos últimos anos, mas consegue no entanto, através de temas polémicos e, no meu ponto de vista, interessantes, criar uma certa dependência tanto neste Anjos e Demónios como em Código da Vinci e cativar o leitor.
De forma a não sair da sala de cinema desiludida, como quando fui ver o Código Da Vinci, contentei-me a ler somente os primeiros capítulos deste livro. Apesar da minha reduzida leitura, deu para perceber que vários aspectos do livro são perdidos na sua adaptação, como o dilema “Igreja versus Ciência”. No livro, este assunto é profundamente explorado, havendo ainda uma analogia excelente sobre esta polaridade. O cientista assassinado no livro e no filme era católico e, por isso, acreditava que ciência e igreja seriam duas entidades que se completam e não opostas. No livro, esta questão levantou pontos interessantes, mas não se verificou o mesmo na sua adaptação ao cinema. Até aqui entendo perfeitamente, o que me oponho na realidade é a um final parcialmente alterado e pouco realista. (quando virem o filme, irão perceber.)
De resto, é um bom produto de entretenimento, não desilude nem encanta e tem um ritmo que prende (até certo ponto) o espectador que se encontra aberto à sua temática, uma vez que levanta várias questões ligadas à Igreja, Ciência e derivados.

7/10

03 junho 2009

Top Morgan Freeman - Filmes a não perder

Ora aqui está um senhor que admiro bastante. Uma longa carreira, com vários prémios, um Óscar (melhor actor secundário em Million Dollar Baby) e com participações nalguns dos mais efémeros filmes do cinema. O seu último projecto foi o ainda em pós-produção The Human Factor, realizado por Clint Eastwood. O top contém algumas das suas interpretações que fazem o meu top 5.

5. The Dark Knight (2008)


4. Lucky Number Slevin (2006)


3. Seven (1995)

2. Million Dollar Baby (2004)


1. Gone Baby Gone (2007)


Menção: The Shawshank Redemption (1994)

24 maio 2009

Thank You for Smoking

Começo por falar neste filme, adaptado e realizado por Jason Reitman, que desperta o interesse a qualquer pessoa que procure estimular os seus preciosos neurónios ficando a par deste incessante e argumentativo debate. O melhor deste filme é o facto de olhar não só pelo lado do fumador, mas explorar também todas as formas de argumentação que pode levar alguém a optar por este caminho. Mais que isso, é o esforço de um bom argumentador para levar incrédulos a aceitar ou atenuar a sua raiva contra esta que é uma das principais causas de morte. Cheio de comicidade, é um filme leve e de entretenimento. MAs não é do filme que quero falar.
Desde sempre Hollywood nos habituou a ver os nossos Ídolos a fumar. Cenas íntimas, sensuais, cómicas, etc. É por isso um dos mais velhos costumes na sétima arte. Nestes últimos tempos tem havido uma preocupação crescente com os hábitos do fumadores, que prejudicam não só eles próprios, mas também a saúde do que os rodeia. E sendo assim, foi criado um movimento para que também as estrelas de cinema não fumassem nos seus filmes, uma vez que crianças e adolescentes são facilmente influenciadas pelos seus Ídolos, e seria este um comportamento encorajador para iniciarem tal hábito.
Desta forma, partilho alguns anúncios publicitários originais e inventivos que tenho vindo a encontrar.
Apesar de os por aqui, estou apenas a analisar a qualidade dos anúncios que exponho, não opinando de forma nenhuma acerca deste hábito. Traz grandes malefícios à saúde (facto), contudo este enorme esforço por parte destas agências chega a ser irritante. Quem fuma, sabe que faz mal e fazem-no por escolha própria. Mais ninguém é responsável, excluindo desta forma as empresas de tabaco.
Já tive esta discussão, e concordo que seria do proveito destas empresas publicitárias em canalizar esta sua criatividade antes no sentido de alertar para outros problemas mais urgentes. Considero esta publicidade um pouco desesperada, no entanto, reconheço o mérito por estes anúncios cheios de criatividade. Digo eu.





fonte: InventorsSpot

20 maio 2009

Marmaduke Duke

Marmaduke Duke - Kid Gloves


Só uma frase: "You gotta love this..."

17 maio 2009

The Nightmare Before Christmas


Um pequeno comentário:

The nightmare before christmas é um clássico da animação, um misto de pavor e divertimento onde reina principalmente a originalidade. Feito inteiramente em stop-motion, explora o misticismo à volta do Pai Natal, Coelhinho da Páscoa, entre outros.

É verdade que entendo o porquê de muitos pais se recusarem a mostrar esta obra de arte aos seus rebentos, mas há que fazê-los entender que eles também têm direito a apreciar arte desde pequeninos. (Sim, houve um género de polémica à volta deste filme.) Foi hoje, neste célebre dia, que apresentei a minha prima de 5 aninhos ao Universo de Tim Burton. Pequena demais, sem dúvida, para apreciar tal conceito, mas a verdade é que por momentos se esqueceu da abelha maia e ficou fascinada pelo Jack Skellington. Bonito de se ver! Foi um aparte. Escusado será dizer a nota que daria a este filme se fizesse um comentário extenso ao filme. Apreciem.





"This is Halloween, everybody make a scene
Trick or treat till the neighbors gonna die of fright
It's our town, everybody scream
In this town of Halloween..."

14 maio 2009

5 razões para ver... My Blueberry Nights


1. A forma como Kar Wain Wong (In the Mood For Love) realiza o filme. A fotografia cheia de cor em harmonia com a excelente banda sonora de Cat Power.
2. As actrizes. É preciso dizer mais? Rachel Weiz, Natalie Portman e Norah Jones fantásticas.
3. Argumento arrebatador. Originalmente escrito, Kai Wai Wong conta uma história de amor de uma maneira excepcional.
4. Um dos mais belos e apaixonados beijos de sempre. Um plano incrível.
5. A mensagem: "How do you say goodbye to someone you can't imagine living without?"

11 maio 2009

Gambit, de X-Men Origins: Wolverine

Fui ver X-Men Origins há pouco tempo e devo dizer que fiquei fascinada por uma personagem, Gambit(Taylor Kitsch). Não sou muito fã de banda desenhada, e por isso, não posso na realidade dizer que é uma grande criação, uma vez que não tenho muito conhecimento nesta área para poder comparar. No entanto, aqui ficam algumas imagens.


Este foi o melhor vídeo que encontrei da referida personagem. Espero que consigam identificá-lo.


Bride Wars

Tagline: Even best friends can't share the same wedding day.
Director: Gary Winick
IMDb: 4.9/10

Liv (Kate Hudson) e Emma (Anne Hathaway) são as melhores amigas desde pequenas com um grande sonho: ter um casamento no Plaza Hotel. Quando são surpreendidas pelos namorados com os devidos pedidos, estas tratam logo do mais urgente: marcar o casamento. Devido a um erro técnico, as datas acabam por ser marcadas para o mesmo dia e, por isso, uma delas terá que abdicar do seu maior sonho. O que não acontece. Inicia-se então a guerra pelo casamento.

Nem sei por onde começar. Antes de mais, não recomendo que noivas vejam este filme. Segundo, nem ninguém. A realização é pouco inventiva, Gary Winick limita-se a filmar a química entre as actrizes, e mostra-se sem criatividade e personalidade. Quanto ao resto, quem vai ver um filme destes não espera um grande filme, obviamente, mas sim uma fita que dê para passar um bom bocado. O que acontece, é que para além de arrancar uma gargalhada ou outra, não faz mais que isso. Nada que nos atire abaixo da cadeira. São aqueles truques já vistos, piadas já gastas. É o típico filme de família/amor/amizade/whatever. Previsível e vago. Claro que num filme deste género não se pode esperar um argumento complexo e original, antes um mais limitado e que não aborreça, mas esperava que Kate Hudson e Anne Hathaway transcendessem a este pouco esforço por parte do realizador e segurassem a comédia. É um exemplo de que o trailer engana.


5/10

10 maio 2009

Knowing


Tagline: Knowing is Everything...
Director: Alex Proyas
IMDb: 6.7

Quando decidi ir ver este filme, ia com uma certa esperança de satirizar, o que acontece quando filmes são tão maus que para evitar sair da sala, fica-se o filme todo a apontar “LOL’s”. Vocês percebem. Talvez por isso tenha ficado surpreendida com o desenrolar do filme. Ia com expectativas tão baixas que acabou por me surpreender. Por outro lado, a partir do trailer já tinha comentado que Knowing poderia ser uma oportunidade de revigoração de Nicolas Cage, e de facto confirmou-se. Nicolas Cage está surpreendentemente bem neste filme. “Don’t let him wacth the news.”, diz Cage. Este momento é excelente.



É uma ficção cientifica interessante, e conquista principalmente pelo aspecto credível. Obviamente, nada como obras anteriores de Alex Broyas, mas bastante curioso. Algo que é necessário realçar neste filme são os efeitos especiais. À excepção do momento do embate do avião (parecido com Lost) e a parte final (destruição da crosta da terra, que faz lembrar o Dia da Independência), todos os momentos com efeitos especiais são arrebatadores. No entanto, tem momentos bastantes previsíveis e ficamos com a sensação de pouca originalidade, que já foi feito e visto muitas vezes. Não se sai desiludido da sala de cinema se ignorarmos os últimos 2 minutos do filme. O final mais idiota que já vi.

7/10

Quotes & Moments

Após uns dias não muito bons e noites bem passadas, perda de telemóvel e perda parcial da audição (só durante instantes), encontro-me de volta ao blog.
Aqui fica mais um belo momento cinematográfico.

(Oskar Schindler in Schindler's List) "They won't soon forget the name "Oskar Schindler" around here. "Oskar Schindler," they'll say, "everybody remembers him. He did something extraordinary. He did what no one else did. He came with nothing, a suitcase, and built a bankrupt company into a major manufactory. And left with a steamer trunk, two steamer trunks, of money. All the riches of the world."



05 maio 2009

Alexandre Desplat - Coco Avant Chanel


1. Labandon - Alexandre Desplat
2. Chez Chanel - Alexandre Desplat
3. Coco & Boy - Alexandre Desplat
4. Royallieu - Alexandre Desplat
5. Couture - Alexandre Desplat
6. Avenue du Bois - Alexandre Desplat
7. Premier baiser - Alexandre Desplat
8. Gabrielle Bonheur - Alexandre Desplat
9. LHippodrome - Alexandre Desplat
10. Arthur Capel - Alexandre Desplat
11. Confession de Balsan - Alexandre Desplat
12. Coco rêve de Paris - Alexandre Desplat
13. LAtelier - Alexandre Desplat
14. Un seul Amour - Alexandre Desplat
15. Le Chagrin de Coco - Alexandre Desplat
16. Casino de Deauville - Alexandre Desplat
17. Little Black Baby - Vanessa Wagner
18. Qui qua vu Coco - Audrey Tatou

Banda sonora a "roçar" o espectacular :)

Quotes & Moments


" I could die right now, Clem. I'm Just Happy. I've never felt that before. I'm just exactly where I want to be."


...e tenham um bom dia!

04 maio 2009

Requiem For a Dream



Director: Darren Aronofsky
IMDb: 8.5

Darren Aronofsky assina Requiem for a Dream, o mais angustiante e comovente filme da sua carreira. É uma visão perturbadora como Aronofsky nos remete para um mundo em que as pessoas são aprisionadas pelo seu próprio vício e destruídos pelas próprias dependências.
Requiem for a Dream expõe a vida paralela de quatro personagens. Sara Goldfarb (Ellen Burstyn), uma viúva solitária que aspira a uma aparição num programa de televisão. Após ter sido informada que iria aparecer no programa, entra num estado obsessivo. Ao ver que o seu vestido vermelho não lhe serve, fica eventualmente viciada em pílulas para emagrecer.
Harry Goldfarb (Jared Leto ), filho de Sara e namorado de Marion (Jennifer Connelly) é um jovem cujo único objectivo é consumir a próxima dose de heroína, tal como o seu melhor amigo Tyrone (Marlon Wayans), que o apresenta ao tráfico de droga. Apesar do desejo comum de sucesso e ambição, testemunhamos a destruição dos seus próprios sonhos e vidas, o enfraquecimento do seu estado, não só físico, mas também psicológico.
Aronofsky é brilhante na forma como apela pela nossa envolvência, leva-nos ao término das sensações, através da alternância entre cenas a uma grande velocidade, quase fotográficas, e cenas bastante mais paradas e serenas. Lembro-me que quando vi este filme, considerei a realização bastante inovadora, embora agora já mais comum, nunca havia visto antes um estilo de realização similar a este.
A personagem mais cativante é sem dúvida a personagem de Ellen Burstyn, que já tinha provado as suas capacidades em The Exoscist, e que neste filme está brilhante na interpretação de uma viciada em anfetaminas e tranquilizantes, isolada e vazia. No entanto, as outras interpretações estão também ao nível do filme - não esquecer Jeniffer Conelly.
O final é a condensação da trama e abominação já antecipada. As personagens, no início bastante unidas, vêm-se no final com caminhos completamente divergentes e distintos. Após a visualização de um filme destes, ficamos completamente atónitos, e nisso Aronofsky foi excelente: na forma como alcança facilmente a atenção do espectador e alerta para a sua sensibilidade, pela forma como mostra os recantos da dependência mais perversos, imundos e decadentes.

9.5/10

03 maio 2009

Gente com Talento

Boas! Estes dias envolvi-me numa discussão (sem cadeiras a voar!) sobre actores que já demonstraram o seu talento, mas que ultimamente têm-se associado a filmes de baixo nível, nos quais não demonstram as suas capacidades, e/ou blockbusters de baixo nível artístico. Lembrei-me então, de partilhar com vocês, bloggers cinéfilos, ou não, algumas das personagens às quais nos referimos.

Comecemos por Kate Hudson.
Há dias atrás fiz um post sobre Almost Famous, no qual me referi ao talento demonstrado pela actriz. Infelizmente, Kate Hudson tem participado em filmes como "Bride Wars", "Fool's Gold" e "My Best Friend's Girl" que não mostram, nem de longe, o seu talento na representação.

Shia LaBeouf
Em filmes como "Bobby" e "A Guide to Recognizing Your Saints" é impossível nos passar ao lado as capacidades que LaBeouf demonstra. Recolheu até vários prémios, como podemos ver aqui.
O seu carisma e sentido de humor têm-lhe ajudado na ascensão a celebridade e só espero que não se fique por aí. No ano que passou, participou em "Indiana Jones and The Kingdom of the Cristal Skull" e "Eagle Eye", mas foi "Transformers" que lhe trouxe o reconhecimento que agora possiu. Tem talento para dar e vender!

Nicolas CageFarto de ser tópicos de conversa, é um actor cheio de talento, mas parece que com a entrada neste novo milénio, tudo se tornou um pouco desfavorável. Tendo assim, participado em filmes como "Next", Bangkok Dangerous" e o mais recente "Knowing" que ainda não tive a oportunidade de ver.

Jim Carey
Incrivelmente dotado, é mais conhecido por filmes de comédia. Não digo que Jim não faça boa comédia, ou melhor, que não represente bem nem que seja um completo falhanço, mas que é em filmes como "Truman Show" e "Eternal Sunshine fo the Spotless Mind" que este se encontra "como um peixe dentro de água".

Para já, fica por aqui. Nos próximos posts irei dar continuação a este top. Há com certeza quem discorde e tenha algo a acrescentar por isso, comentem :)